O TEATRO DOS SETE

O Teatro dos Sete teve início, de certa forma, no TBC.
Em 1959, o diretor Gianni Ratto e os atores Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Sergio Britto e Ítalo Rossi deixam o Teatro Brasileiro de Comédia e se associam para fundar, no Rio de Janeiro, o Teatro dos Sete. 
Mas Gabi, você só disse 5 nomes, porque teatro dos SETE?
O nome Teatro dos Sete surgiu do número de componentes que deveriam ser a base da companhia.
Atores: Fernanda, Ítalo, Sergio britto, Fernando Torres; diretor: Gianni Ratto; figurinista: Luciana Petrucelli, e Alfredo Souto de Almeida, que seria, a princípio, um misto de administrador e produtor.
Os dois últimos, se afastaram do projeto, fazendo assim a companhia ser composta por apenas 5, mas mantiveram o nome inicial.

Diferente dos grupos em atividade na época, o teatro dos Sete não adotou o nome do primeiro ator para a companhia. E também não adotaram o sistema “Star System” de encenação, então as peças não são escolhidas apenas em função da oportunidade que os papéis podem oferecer aos “primeiros atores” da companhia.
É o único grupo da época que não segue a fórmula tebecista de alternar grandes obras da dramaturgia universal, que atraem menos espectadores, com textos comerciais, que permitem pagar os prejuízos da montagem anterior.
No entando, seguem na luta pela conquista de público e também com a necessidade de sustentar elenco e equipe técnica, o que não permitiam aos conjuntos profissionais suportar dois fracassos seguidos. Por isso, apesar dos ideais e forma de trabalho um pouco diferente dos demais, Os Sete também seguem um caminho mais comercial para sobreviverem.

A estréia do Teatro dos Sete se deu com O Mambembe de Artur Azevedo. Segundo a crítica da época, um clima de alegria festiva tomou conta do público na estréia do espetáculo, reflexo da integração entre a platéia e o palco, onde os atores parecem ter como subtexto seu próprio amor pelo teatro. Foi um sucesso.

Os integrantes da companhia “Teatro dos Sete”. Arquivo Pessoal/Globo Repórter/Reprodução

O segundo espetáculo da cia, em 1960, foi A Profissão da Senhora Warren, de Bernard Shaw, que infelizmente não alcança o sucesso da éstreia. Logo investem em O Cristo Proclamado, de Francisco Pereira da Silva, uma peça de denúncia, realista e panfletária, que revela a política da fome no sertão do Piauí. Realizada no Copacabana Palace, a montagem limpa a tão conhecida caixa preta do palco, Não tem cenário, nem cortinas, e desaparecem – rotunda, tapadeiras e pano-de-boca. Essa inovação na produção, não agrada o público, que não entende a “econômia” e acaba considerando o espetáculo pobre de recursos.

Ainda em 1960 em Com a Pulga Atrás da Orelha, de Georges Feydeau, o espetáculo faz uma longa temporada, retomando o sucesso do grupo. No ano seguinte, depois de Apague Meu Spotlight, uma comédia de Jocy de Oliveira, a equipe monta O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, com direção de Fernando Torres.
Depois vem Festival de Comédia uma montagem de três peças curtas: Os Ciúmes de Um Pedestre, de Martins Pena; O Médico Volante, de Molière, e O Velho Ciumento, de Cervantes.

A partir de 1962, a companhia começa a pisar no freio e segue com apenas uma montagem por ano.
Em 1965, encerra suas atividades depois da temporada de Antes Tarde…Do Que Nunca, de Summer Arthur Long.

Como as companhias de seu tempo, o Teatro dos Sete não tem uma linha dramatúrgica definida, montando tanto clássicos – Carlo Goldoni, Molière – quanto modernos – Bernard Shaw, Luigi Pirandello; como também textos brasileiros – Nelson Rodrigues, Martins Pena.

Texto por: Gabrielle Risso

Bibliografia
Encicloédia Itaú: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/grupo399332/teatro-dos-sete
História do Teatro Brasileiro: João Roberto Faria

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