Isso é Ópera

Há quem confunda teatro musical com óperas e quem duvide que opera faça parte do mundo teatral, mas está muito enganado. A ópera é um mundo de emoções. No teatro, usamos o corpo para expressar os sentimentos, nas óperas esses sentimentos são intensificados pela música. 

Definidas como “uma coisa bizarra” por unir música, poesia e dramaturgia, as óperas se estabeleceram como uma forma de arte sofisticada e, por vezes, incompreendidas.
Assim como o teatro musical, temos registros de encenações musicais desde a Grécia antiga, quando grandes dramaturgos como Sófocles (496-406 a.C.) já usavam corais na encenação das suas tragédias. As primeiras óperas como conhecemos hoje, surgiram da união da poesia dramática e da música no começo do século XVII, na Itália. Por isso, grande parte das óperas até hoje, é apresentada em latim ou italiano.

A estrutura da ópera segue um padrão: na abertura a orquestra toca uma música, e em seguida vem o recitativo, onde os atores ficam dialogando. Os personagens principais interpretam as árias, enquanto os personagens secundários participam do coro.
Só foi em em 1607, na ópera Orfeu, de Cláudio Monteverdi, que pela primeira vez todos os elementos do gênero estiveram reunidos em uma obra concisa: árias, recitativos, coros e orquestra.

Nos séculos XVII e XVIII, a ópera finalmente saiu da Itália e começou a se espalhar pela Europa, passando a ser apreciada, principalmente, pela burguesia e aristocracia. 
Entre as óperas mais famosas, podemos citar:

  • Carmem, de Georges Bizet
  • Don Giovanni, de Mozart
  • O Barbeiro de Sevilha, de Rossini
  • I Pagliacci de Leoncavallo.

Ópera no Brasil
As óperas chegaram no Brasil pelo Imperador D. Pedro II, que trazia maestros e grandes astros internacionais para se apresentarem no Rio de Janeiro, além de importar óperas de Wagner. As óperas foram muito populares no país até os anos 50, quando começaram a perder espaço para novos estilos de música que surgiam, como a bossa nova. 

Além de ser um país que consumia as grandes produções operísticas, o Brasil também tem grandes nomes que fizeram história, como Carlos Gomes e Heitor Villa Lobos.
Antônio Carlos Gomes foi o mais importante compositor de ópera brasileiro, compondo diversas óperas de sucesso internacional, como “O Guarani” e “A Noite do Castelo”. 

Heitor Villa-Lobos foi um maestro e compositor brasileiro, considerado um expoente da música erudita no Brasil, tendo diversas composições para concertos, óperas e até mesmo para a Semana de Arte Moderna de 22. Entre suas óperas de maior sucesso, estão “Malazarte” e “Yerma”.

TEXTO POR: Roberto Dalessio

1 comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s