As muitas faces do Fantasma da Ópera

No original Le Fantôme de l’Opéra ou no Brasil, como conhecemos, O Fantasma da Ópera, é um romance francês de ficção gótica, escrito por Gaston Leroux e parcialmente inspirado em fatos históricos da Ópera de Paris durante o século XIX, e um conto apócrifo relativo à utilização de esqueleto de um músico famoso. Foi publicado de forma serializada entre 1909 e 1910, sendo posteriormente unificado em um único volume em 1910. Essa famosa cração já ganhou 8 adaptações para o cinema, fora a tão amada forma musical que conhecemos pela Brodway.

O compositor atormentado com o rosto desfigurado que vive no subsolo da Ópera de Paris e faz de tudo para que Christine Daaé, uma jovem cantora, triunfe em sua carreira. Quem nunca se apaixonou por essa história?
E por tudo o que ela causa, não se tornou apenas um clássico literário traduzido para muitos países, como também teve algumas adaptações para o cinema, um músical e versões em músicas de bandas como Iron Maiden e Nightwish.

Em 1916 teve sua estréia nos cinemas com uma versão alemã, agora perdida, já que existem mais cópias, fotografias nem pôsteres. Tudo o que se sabe é que a produção foi filmada no outono de 1915, sendo apenas conhecida por meio de referências feitas em outras mídias.

Point do Medo - O ponto de encontro dos amantes do Terror: O fantasma da  ópera / The phantom of the opera (1925)

Em 1925, uma das versão mais famosas do fantasma aparece nas telonas e é considerada uma das adaptações mais fieis ao livro. A cena em que o fantasma revela seu monstruoso rosto é considerada um dos momentos mais apavorantes da história do cinema! Reza a lenda que muitos espectadores e espectadoras chegaram a gritar e desmaiar nos cinemas durante a revelação.
O filme ficou famoso pela maquiagem do protagonista, considerada a mais próxima da descrição feita no livro, que foi guardada a sete chaves pelo estúdio até a estreia do filme. Nos Estados Unidos está em domínio público desde 1953 porque a Universal não renovou os direitos autorais.

Em 1943 ganhamos mais uma versão da obra de Gaston, dessa vez produzida e distribuída pela Universal, essa versão conta com um fantasma violinista que sofre um terrível acidente com ácido que desfigura seu rosto. Esse enredo possui pouco em comum com o de 1925, nessa versão não existe a famosa cena do baile.
Considerado um filme de horror. é o único filme do gênero da Universal a ganhar Oscar! Foi indicado à quatro categorias (Melhor Direção de Arte, Fotografia, Trilha Sonora, Mixagem de Som) ganhando duas estatuetas (Direção de Arte e Fotografia).

Alguns anos depois, em 1962, ganhamos mais uma versão em filme. Esta com direção de Terence Fisher (diretor de filmes famosos como Drácula de 1958 e A Múmia de 1959). Na versão dos anos 60, o fantasma é conhecido como professor Petrie, um compositor pobre que teve suas músicas roubadas e na tentando destruí-las sofre um acidente com ácido que desfigura seu rosto.

Já em 1974 surge “O Fantasma do Paraíso”, filme que une ópera rock, musical, horror e comédia. Na verdade essa versão mistura diversos clássicos literários europeus num só filme: O Fantasma da Ópera, O Retrato de Dorian Gray e Fausto. Winslow Leach é um compositor que escreve sua música para uma cantora por quem está apaixonado. Mas um produtor musical o trai e rouba sua composição para inaugurar seu novo empreendimento: uma casa de shows nomeada de O Paraíso. Depois de sofrer um acidente que destrói metade de seu rosto e suas cordas vocais, Winslow vive por sua vingança.

Na versão de 1989, temos mais junção de clássicos: O Fantasma da Ópera encontra Freddy Krueger.
A história conta não só com a venda da alma ao diabo, como também com uma viagem no tempo. O filme começa na grande Nova York dos anos 80 e conta a história de Christine Day, uma jovem cantora de ópera que durante uma audição é transportada para Londres no final do século XIX. Lá ela encontra o fantasma, Erik Destler (interpretado pelo eterno Freddy Krueger, Robert Englund), um compositor maligno e sádico que após vender sua alma ao Diabo em troca de fama teve seu rosto desfigurado e desenvolve uma obsessão pela cantora.
Nessa versão o fantasma costura seus disfarces diretamente em seu rosto, essas “máscaras” são de carne humana de suas vítimas.

Em 1990 surge mais uma versão da história, só que agora em forma de minissérie, que diferente dos filmes foi voltada para o drama, romance e mistério. A história é uma adaptação, não do original de Gaston Leroux, mas do roteiro musical de Arthur Kopit, Phantom, (concebido em 1983, mas ofuscado pela versão de Andrew Lloyd Webber em 1986).
Erik é um talentoso músico que vive nos porões da Ópera de Paris desde que nasceu. Por ter uma deformação de nascença, mantém seu rosto sempre escondido. Ele se apaixona por Christine Daae, e começa a ensiná-la a cantar, espantando aqueles que tentam sabotar sua carreira.

2004 – essa versão é completamente baseada no musical de sucesso da Broadway criado por Andrew Lloyd Webber em 1986. O filme, conta com todas as músicas da obra da Webber. Tanto na versão de Webber quanto nesse filme, apenas metade do rosto do fantasma é deformado, o que o leva a usar uma meia-máscara, que se tornou a marca registrada da história (e que pra mim deixa tudo mais misterioso e bonito). A ideia era seguir a versão original e utilizar uma máscara completa, mas isso não ajudava a atuação do ator no palco, interferindo em suas expressões.

A versão de 2011 não é um filme, mas sim uma performance gravada ao vivo. Três apresentações especiais foram filmadas no Royal Albert Hall, em Londres, e editadas juntas para o lançamento em DVD e Blu-Ray. Pro fãs da história do fantasma, vale a pena conferir pelo final que conta com a participação do elenco original de 1986, inclusive o primeiro fantasma, Michael Crawford, e a Christine original, Sarah Brightman, assim como uma performance musical com cinco fantasmas!

“The Phantom of the Opera” foi o maior gerador de renda e empregos na Broadway e na história do teatro dos EUA. Foram empregados mais de 400 atores durante as mais de três décadas na Broadway.

A SEQUÊNCIA – Em março de 2010, estreou no Teatro Adelphi, em Londres, o musical “Love Never Dies”, uma continuação de “The Phantom of the Opera”, com músicas de Andrew Lloyd Webber e Glenn Slater. A  história se passa na Nova York de 1907, onde o Fantasma se refugiou com Madame e Meg Giry após os eventos na Ópera de Paris. Seu empreendimento de sucesso na Coney Island corre muito bem, até o dia em que sua amada Christine, contratada por um misterioso empresário, aparece com Raoul e seu filho, Gustav, na cidade… 

Pra encerrar esse texto com todo amor e alegria que essa obra já nos trouxe, fica aqui uma versão que amamos feita pelo elenco da montagem que estreou em São Paulo em 2018.

Texto por: Gabrielle Risso

Bibliografia:
Mundo dos musicais: https://mundodosmusicais.com
República do medo: https://republicadomedo.com.br

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