UM OLHAR SOBRE CACILDA BECKER

Protagonista de diversas peças do teatro brasileiro, Cacilda Becker é considerada uma das personalidades mais importantes da classe teatral e até hoje, 50 anos após a sua morte, ainda é considerada como um marco.

Nascida em Pirassununga em 6 de abril de 1921, Cacilda Becker Yáconis, filha de pais pobres e separados, teve o ballet como seu primeiro contato com a arte. Aos 20 anos, disposta a iniciar a carreira de atriz, Cacilda muda-se para o Rio de Janeiro, atuando em peças como “Hamlet” e “Trio em Lá Menor”, de Raimundo Magalhães Júnior.

Foi apenas em 1948 que Cacilda se profissionalizou como atriz, começou a lecionar na Escola de Arte Dramática de São Paulo e entrou para o Teatro Brasileiro de Comédia como a primeira atriz contratada em caráter profissional. Isso só aconteceu pois Nydia Lícia recusou um papel na peça “Mulher do Próximo” para não ter que beijar nem dizer “amante” em cena, pois isto custaria um emprego numa importante loja. Cacilda, que a substituiu, exigiu então ser contratada como profissional.

Atuando em quase todas as montagens, entre os principais trabalhos de Cacilda com o grupo estão  “Gata em Teto de Zinco Quente”, de Tennessee Williams, “Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas, “Antígona”, de Sófocles.

Foram poucas produções, mas Cacilda também teve participações no cinema. Seu trabalho pode ser conferido nos filmes “A Luz dos Meus Olhos”, de 1947, “Caiçara”, de 1950 e “Floradas na Serra”, de 1954.

Após o declínio do grupo em 1955, Cacilda e seu marido e companheiro de cena, Walmor Chagas, inauguraram o Teatro Cacilda Becker, após alugar um antigo auditório da Federação Paulista de Futebol e montam um grupo teatral próprio junto com Zienbinsky e sua irmã Cleide Yaconis. Lá foram encenadas diversas obras, entre elas “Quem Tem Medo de Virgína Wolf?”, de Edward Albee, uma das maiores interpretações da carreira de Cacilda.

Em 1968 o grupo foi suspenso para que Cacilda pudesse presidir a Comissão Estadual de Teatro de São Paulo, que fazia a mediação entre a classe teatral e o governo durante a ditadura. 

Um ano depois, em 1969, após seu retorno aos palcos com a peça “Esperando Godot”, de Samuel Beckett, onde contracenava com Walmor Chagas, Cacilda teve um derrame durante uma das apresentações e falaceu 38 dias depois, em 14 de junho de 1969.

Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, três filmes e uma telenovela.

BIBLIOGRAFIA
Wikipedia – Cacilda Becker
eBiografia – Cacilda Becker
Enciclopédia Itaú Cultural
Rede Globo

Texto por: Roberto Dalessio

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