Um olhar sobre: Oswald de Andrade

Conhecido por liderar o Movimento Modernista e ser um dos responsáveis pela Semana da Arte Moderna, Oswald de Andrade nasceu no dia 11 de Janeiro de 1890 em São Paulo e foi uma figura muito importante para o teatro brasileiro.

Seu primeiro texto, infelizmente perdido, data de 1913 e recebe o nome “A Recusa”. Já em parceria com Guilherme de Almeida em 1916, escreve duas peças em francês, baseado em sua vida afetiva, “Mon coeur balance” e “Leur âme”.
Sua dramaturgia francesa era bem vista entre um público de teatro burguês que buscava nos palcos uma experiência nova e reconfortante, cheia de loucura e sofrimentos decorrentes de uma sentimentalidade ultrarromântica. Mas seria justamente com esse público que Oswald romperia em 1930, depois de participar ativamente da Semana de Arte Moderna.

Já envolvido com Pagu, então gravida de Rudá, Oswald de Andrade termina o casamento com Tarcila do Amaral e mergulha em um projeto revolucionário: em 1930, viaja com Pagu ao Uruguai ao encontro do então exilado, de Luís Carlos Prestes. Ao retornar, fundam o jornal “O Homem do Povo”, que durou apenas 20 dias por ter sido destruído por estudantes da faculdade de Direito.

Cheio de vontade de lutar por causas políticas, Oswald reescreve o tão citado Serafim Ponte Grande e decreta o necrológio da burguesia, no enterro simbólico de si mesmo e todas as formas de arte alienadas.
É aí, na fase de adesão à utopia marxista, que o escritor passa a criar uma literatura dedicada as questões sociais, retornando ao texto dramático.
Tentando romper com os paradigmas da estética teatral burguesa o resultado obtido foram três peças: O Rei da Vela (1933), O Homem e o Cavalo (1934) e A Morta (1937).

Na peça “O Rei da Vela”, Oswald apresenta inovações técnicas e faz críticas à sociedade brasileira dos anos 60. A peça só foi levada ao palco em 1967-68 pelo grupo Oficina, sob a direção de Zé Celso e causou grande repercussão na época, contribuindo para o clima de efervescência cultural que caracterizou os anos 60.

O Homem e o Cavalo tem a proposta da nova teatralidade pondo em choque dois universos sociais diferentes (burguês e socialista) afim de ridicularizar a gente reacionária. Nessa fase, Oswald acentua os ataques à burguesia,
Para montagem de seus textos dá preferência para o teatro de arena, que seguindo estratégias de vanguarda, quebra com o costume burguês.

Oswald de Andrade não teve apenas dois casamentos, em 1936 casou-se com a poetisa Julieta Bárbara e, em 1944, com Maria Antonieta d’Aikmin, com quem teve duas filhas.
Após Longa doença, Oswald faleceu em São Paulo, no dia 22 de Outubro de 1954.

Bibliografia:
História do Teatro Brasileiro – Volume II – João Roberto Faria
Toda Matéria: https://www.todamateria.com.br/oswald-de-andrade/
Infoescola: https://www.infoescola.com/literatura/oswald-de-andrade/

Texto por: Gabrielle Risso (mas pode me chamar de Gabi)

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