EURÍPEDES

Nascido em Salamina por volta de 480 a.C, no exato dia da batalha naval contra os Persas, e filho de um proprietário de terras, Eurípedes foi instruído pelos sofistas de Atenas.
Cético, não acreditava que existia uma verdade absoluta e se opunha a qualquer idealismo, estava mesmo era interessado nas contradições. Por isso seus personagens tem todo direito de hesitar e duvidar.
Diferente de Sófocles, que coloca os deuses como atuantes em suas histórias, Euripedes os coloca apenas como sombras, até mesmo por não acreditar, cita-os apenas.

Aos 25 anos, apresentava sua primeira peça: As Filhas de Peleu, desde então dedicou-se ao gênero trágico, mas só conseguiu seu primeiro prêmio 14 anos depois.
Foi amigo e discípulo de Sócrates, Anaxágoras e outros filósofos.
Seus personagens, antes de ir pra cena, eram adestrados na arte de argumentar e replicar.
Eurípedes preferia analisar os sentimentos de pessoas reais a seres lendários. Suas obras abordavam assuntos diversos, como questões psicológicas, mitos e a tragédia das guerras. Além disso, os trabalhos de Eurípedes incluíam diálogos vívidos, discussões relevantes utilizando técnicas sofistas e uma linguagem coloquial.

Sua glória foi tardia, talvez por não ter a grandeza de Ésquilo e nem a beleza da existência de Sófocles.
Mas o fato, é que quando os holofotes se viraram para ele, Sófocles logo saiu de seu pedestal.
As peças de Eurípedes, diferente de outros, apresentavam a nova moral social e política que empolgava Atenas no quinto século antes de Cristo. O povo ateniense foi sensível a como enfrentava os deuses e abandonava o que fosse somente ideal, para debater e indagar.

De suas 78 tragédias (das quais restam apenas 17 e uma sátira), apenas 4 lhe valeram prêmios enquanto estava vivo, entre elas: As Peliades, em 455 a.C.
Em 408 a.C. recebeu um convite para a corte do rei Arquelau, da Macedônia. Partiu sem arrependimento direto para Pela, onde escreveu uma drama cortesão chamado Arqueleu em homenagem ao seu patrono.
Faleceu em Pela, em março de 406 a.C.
Postumamente, seu filho obeteve vitória para duas obras: As Bacantes; e Ifigênia am Áulis, o elogio ao humanismo.

Dentre as obras de Eurípedes, as que mais se destacam são: Medéia (431 a.C.), As Troianas (415 a.C.), Electra (418 a.C.) e As Bacantes (encenada em 406 a.C. postumamente).

Outras obras:
Hipólito 
Hécuba
Andrômaca
Alceste
Héracles 
A Heracléade
As Suplicantes
As Mulheres de Tróia
Ifigênia em Áulida
Helena 
Íon
Orestes
Ifigênia em Táurida
As Fenícias
O Ciclope

Texto por: Gabrielle Risso

Bibliografia
Vários autores – Teatro Grego
Margot Berthold – História do teatro Mundial

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