Um olha sobre: Ariano Suassuna

Difícil pensar no teatro brasileiro e não se deparar com alguma obra escrita por Ariano Suassuna. Ariano Vilar Suassuna nasceu na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em 16 de junho de 1927. Além de escritor renomado e um dos maiores do Brasil, Ariano foi professor e ocupante da cadeira nº 32 na Academia Brasileira de Letras (eleito em 1989).

Ariano é, certamente, um dos grandes nomes da Literatura brasileira e responsável por difundir a cultura do Nordeste no país. Ariano soube unir, com maestria, dois elementos até então díspares: o erudito e a cultura popular nordestina.
Cronologicamente, sua obra pode ser  considerada integrante do movimento modernista de 1945, embora tenha referências ao Simbolismo e até mesmo ao Barroco.

Ariano, antes de se tornar dramaturgo, foi estudante do curso de Direito, na Universidade Federal de Pernambuco formando-se em 1950. Foi ali, em seus anos na graduação, que escreveu sua primeira peça de teatro “Uma Mulher Vestida de Sol” e com ela recebeu o prêmio Nicolau Carlos Magno.

Suassuna escreveu ensaios, romances, dramaturgias e poemas. A maior parte de sua obra está relacionada com os elementos nordestinos, permitindo ao autor explorar a fala regional e parte do folclore brasileiro. Entre suas obras, podemos citar “Fernando e Isaura”, “Romance d’ A pedra do reino e o príncipe do sangue vai-e-volta”, “Cantam as harpas de Sião”, “Os homens de barro” e “Auto de João da Cruz”. (Você pode ler e baixar algumas obras de Suassuna aqui.)

Mas a cereja do bolo de Suassuna, sem dúvidas, é  “O Auto da Compadecida”. Escrita em 1955, Ariano buscou inspiração na tradição medieval dos Milagres de Nossa Senhora, em que o herói em dificuldades, no meio de uma história profana, apela para Nossa Senhora. Sem se aprofundar em discussões teológicas, Suassuna traz uma visão cristã, denunciando o preconceito, a corrupção e a hipocrisia em meio ao humor e a sátira num tom caricatural.
Ariano Suassuna faleceu em 23 de julho de 2014, no Recife, Pernambuco, vítima de uma parada cardíaca.

Texto por: Roberto Dalessio

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